quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011!



Que as previsões a seguir se realizem!!!

"Às 12h30 do dia 4 de fevereiro de 2011, os chineses vão comemorar a chegada do Ano do Coelho. Do ponto de vista energético, o mundo terá paz e prosperidade. Será época de muitas colheitas para quem plantou e se esforçou em 2010, período marcado pela figura do Tigre.

No Ano do Coelho, o mundo terá mais compreensão e ajuda aos menos favorecidos. A economia mundial continuará a prosperar. “Crescer nos estudos, confiar em si mesmo e atuar com rigor” serão lemas providenciais, já que o ano favorece o crescimento pessoal e um bom estilo de vida. Em política, os anos do Coelho são de diplomacia e negociação. O crescimento das economias nacionais deverá ser lento e estável. É um tempo marcado por avanços na medicina, tanto na cura de doenças quanto no seu diagnóstico e prevenção".
Fonte: http://delas.ig.com.br/comportamento/2011+e+o+ano+do+coelho/n1237889464842.html

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A vida

A vida é como um piquenique em uma tarde de domingo... ela não dura muito tempo. Só olhar o sol, sentir o perfume das flores ou respirar o ar puro já é uma alegria.

Chagdud Tulku Rinpoche, em " Portões da Prática Budista"
Extraído de http://pensandozen.blogspot.com/

sábado, 18 de dezembro de 2010

O cozinheiro Zen

Sempre gostei muito de cozinhar, mas apenas depois de conhecer o zen budismo, dei-me conta de que, ao cozinhar, praticava meditação. Por isso, as palavras de Dogen sobre o cozinheiro Zen são especiais para mim.
Abaixo transcrevo um trecho do livro "O Zen na Cozinha", da monja Gyoku En, no qual ela apresenta a culinária Shôjin, a dos mosteiros Zen.
Aliás, a propósito do Natal, este livro seria um ótimo presente.

"A harmonia no trabalho do cozinheiro é produzida pela total dedicação, atenção e silêncio. Cozinhar requer muito empenho no trabalho e esse tempo aplicado é valioso. Observar os pontos positivos de cada ingrediente, dos utensílios, das pessoas para as quais cozinhamos, cria um perfeito relacionamento, no qual ocorre um tipo de transmissão de energia de cura positiva. É como quando você acolhe alguém com amor: a pessoa se abre e lhe dá tudo. Com o alimento também é assim: ele se abre ou se fecha segundo sua atitude e, quando se abre, ele oferece as mais puras e divinas substâncias. O cozinheiro deve saber revelar algo maravilhoso que está escondido nos alimentos em forma de sabor. É a expressão do "sabor especial" que brota dos singelos vegetais cozidos, tão delicadamente temperados. Embora a gama de ingredientes utilizados na culinária Shôjin seja reduzida, logo na primeira mordida você fica encantado pelo sabor delicioso.
O aprendizado dessa culinária é um dos aspectos da formação do Zen, bem como da personalidade total do cozinheiro, pois o que reflete no paladar não depende apenas de sua habilidade culinária. Mestre Dogen dizia que o cozinheiro deve ter profunda fé nos ensinamentos Budistas, obter uma rica experiência e possuir um coração benevolente e cheio de virtudes".
(Monja Gyoku En. O Zen na cozinha.Sustentar)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O budismo é uma religião de despertar

O budismo não tem dogmas, não preconiza um Criador ou uma divindade e não se baseia em uma fé, exceto na de que o homem, por seus próprios meios, pode despertar de suas ilusões. O budismo descarta almas, espíritos ou sementes permanentes que encarnem, sendo a crença de que o budismo seja reencarnacionista mais uma transferência de axiomas de outras religiões. Para o budismo é a mente em funcionamento que cria a sensação de identidades pessoais. Em especial, para o zen-budismo, o budismo é uma religião de despertar, não uma religião de acreditar"
(Monge Meihô Genshô / Extraído de "Cartas", revista Veja nº 1998, p. 37, 07-03-2007).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Criações da mente

Céu e inferno são criações da mente. O Budismo nos ensina isso. Quando estamos cheios de ilusão sobre o ego, agimos egoisticamente e tudo fora de nós mesmos se torna inimigo. Essa é a vida do inferno. Quando percebemos a inexistência do ego, estamos prontos para nos dedicarmos aos outros e, naturalmente, todas as coisas se tornam amigas. Consequentemente somos capazes de ter uma personalidade universal. Esta é a vida do Céu. O melhor caminho para se chegar a esta personalidade universal é através da prática do Zazen.
(Hakuun Yasutani. Oito aspectos do budismo)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Não há para onde fugir

"Não há para onde fugir quando o que nos persegue somos nós. Precisamos aprender a nos amar e a nos aceitar. Perceber que somos o controlador e o controlado, o cético e o crente, a criança frágil e o adulto forte. Somos também a grande mente. Sem começo e sem fim. Todas as vozes, os sons e as formas estão sendo criadas e destruidas, recriadas e transformadas".
Monja Coen


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

“Vida e morte são de suprema importância. O tempo rapidamente se
esvai e a oportunidade se perde. Cada um de nós deve se esforçar para acordar, para despertar. Não desperdice a sua vida.”

domingo, 28 de novembro de 2010

Olhar para dentro de si mesmo

Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos
E olhar pra dentro de si mesmo.
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Todos estão surdos)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Superação

Todos cometemos erros no passado. Esses erros, porém, podem ser apagados. Podemos pensar que, como o passado se foi, não podemos mais voltar atrás para corrigir nossos erros. O passado, porém, criou o presente e, se praticarmos mente atenta no presente, naturalmente já estaremos em contato com o passado. Assim como transformamos o presente, também transformamos o passado. Nossos ancestrais, pais, irmãos, irmãs estão todos intimamente ligados a nós - nosso sofrimento e felicidade estão intimamente ligados aos deles, assim como o sofrimento e a felicidade deles se ligam a nós. Se pudermos transformar a nós mesmos, estaremos transformando-os também. A nossa própria emancipação, paz e alegria é a emancipação, a paz e a alegria dos nossos ancestrais e pais. Cuidar bem do presente a fim de transformá-lo é o único modo de levar paz, alegria e emancipação àqueles que amamos e de curar o dano causado no passado.
(Tchich Nhat Hanh. Transformação e Cura. Bodigaya)

domingo, 21 de novembro de 2010

11 Caminhos criativos para evitar se tornar um workaholic

Texto traduzido do blog Zen Habits, escrito por Tammy Strobel.


Nossa cultura celebra que as pessoas trabalhem demais. Nós ouvimos histórias de pessoas que "viraram" a noite no escritório, ou sobre indivíduos que nunca tiraram férias. Trabalhar demais não significa que se ganhará uma estrelinha dourada ou um aumento.

Trabalhar demais costuma reduzir a produtividade, drenar a criatividade, e afetar negativamente os relacionamentos com amigos e família. Não me entenda mal, perseguir sua paixão é um presente maravilhoso e não há nada de errado em trabalhar duro nos projetos que você ama. Entretanto, é essencial ter intervalos. Não importa se você trabalha em casa ou em um escritório, a pausa é essencial para nutrir o espírito criativo.
Abaixo há alguns meios criativos de evitar se tornar um workaholic.


1. Defina limites claros.


Tenha certeza que suas horas de trabalho são consistentes. Por exemplo, se você trabalha das 8h às 17h assegure-se de deixar o escritório às 17h. Não se atrase.


2. Durma o suficiente.

"Se você encontrar alguém que está agindo como um tolo, há uma boa chance de que a pessoa está sofrendo de privação de sono." ~ Jason Fried e David Heinemeier Hansson, Rework
Ficar acordado até tarde trabalhando em um projeto e levantar da cama às 5 da manhã para ir ao escritório não é uma boa estratégia. Falta de criatividade, moral diminuída e irritabilidade são alguns dos sintomas de pessoas que não dormem o suficiente. Trabalhe melhor, não mais.


3. Desconecte-se da internet.


Boa parte das atividades não requerem conexão de internet todo o tempo. É incrível o que pode acontecer quando você se afasta por alguns minutos da tela do computador ou do smartphone ou de um dispositivo móvel qualquer. As idéias mais matadoras vêm quando você está tomando um banho, caminhando, cozinhando, em geral, 'não trabalhando'.
Todo mundo é criativo e as idéias vêm até você em momentos estranhos. Não é porque você teve idéia que você deve sair fazendo naquele momento. Anote a idéia para não a esquecer e aproveite o tempo livre.


4. Passe um tempo com a natureza.

Passar um tempo com a natureza é um ótimo redutor de stress, nos desconecta das preocupações diárias e das mensagens incessantes que chegam do trabalho. Defina um tempo do seu dia para passar ao ar livre. Por exemplo, reserve 30minutos do seu dia para uma caminhada e se concentre na paisagem. Não há pressa. Leve o tempo necessário, tente entender os sentimentos e observe a beleza natural ao redor.


5. Arrume tempo para os amigos, para a família para seu companheiro (a).


Se você está trabalhando demais, provavelmente está sacrificando o tempo que passa com seus amigos, família e com seu companheiro (a). Fazer um trabalho que você adora é extremamente importante, mas também o são as pessoas que amam você. Leve em consideração como você utiliza seu tempo e o que é mais importante na sua vida. Quando você está com sua família, amigos e com a pessoa que você ama, realmente esteja lá. Faça um esforço para estar presente. Por exemplo, se você está tendo uma conversa com um amigo, ouça o que ele realmente está dizendo. Se envolva e pergunte sobre o assunto.


6. Coma comida de verdade.


Um efeito colateral de trabalhar demais é comer muito fora de casa e menos comida caseira. Comida real inclui: frutas, vegetais e muitos grãos. Antes de ir trabalhar, separe um tempo para se preparar um café da manhã, ou chegue mais cedo e se prepare um jantar saudável.
Mas o mais importante é não comer enquanto você estiver trabalhando. Aprecie a comida e saboreie cada mordida. Estudos demonstram que se você comer muito rapidamente, você come demais e acaba ganhando peso.


7. Encontre um hobby.


Cultive um hobby, de preferência algo que não esteja relacionado ao seu trabalho diário. Inicie um brainstorming de seus interesses. Por exemplo, você pode começar a correr, caminhar, escrever, ler livros, tocar um instrumento musical. Um hobby deve ser uma coisa que te traz alegria; algo em que você pode se soltar e se encontrar.


8. Ouça seu corpo.


Se você estiver trabalhando demais você começará a se sentir cansado, resmungão e apático. Todos estes sintomas são sinais que você precisa desacelerar.
É essencial que você ouça seu corpo. Quando você ouve seu corpo, você sabe se você está doente ou se precisa apenas de um tempo extra de descanso.


9. Constantemente se questione sobre seus objetivos e seu propósito de vida.


É importante continuamente avaliar seus objetivos, seu propósito de vida e seus comportamentos.
Por exemplo, se você constantemente fica até tarde no escritório, sacrifica seus relacionamentos por causa do trabalho, checa obsessivamente seus e-mails, pergunte a você:



Por que estou fazendo isso?


Qual é o objetivo final?


Os meus comportamentos são saudáveis?




10. Continue cultivando hábitos saudáveis.


Desenvolver hábitos saudáveis não é uma coisa que acontece do dia pra noite. Trabalhando em pequenas mudanças no comportamento todos os dias, você pode fazer grandes mudanças em longo prazo. Por exemplo, ao invés de checar seu e-mail a cada 5 minutos, comece à checá-lo 3 vezes ao dia.


Também, considere incorporar pequenas mudanças na sua rotina diária, como fazer 30 minutos de exercícios todos os dias, preparar uma refeição saudável e estar presente quando você passar tempo com seus amigos e família.


11. Busque um equilíbrio entre a vida profissional e familiar.

Se você acha que você é um workaholic, busque ajuda com outras pessoas. Conecte-se com amigos, família, e considere a terapia como uma opção. Se você acredita que está impactando negativamente sua vida, faça alguma coisa a respeito do problema. Nós somente temos uma vida. Portanto, viva-a bem e cuide de você mesmo.

 Fonte:http://zensimples.blogspot.com/search/label/vida%20profissional 


sábado, 20 de novembro de 2010

Tudo o que somos

Tudo o que somos resulta da mente. Tudo o que somos é criado pela mente. Se alguém fala ou age com mente pura, a felicidade o segue assim como a sombra jamais dele se aparta.
(O Dhammapada: o Nobre Caminho do Darma do Buda. Bodigaya)

domingo, 14 de novembro de 2010

Sou uma árvore

Sou uma árvore, e cada um de vocês é uma árvore. Vocês devem ficar de pé por conta própria. Quando uma árvore se sustenta sozinha, chamamos aquela árvore de Buda. Em outras palavras, quando você pratica o zazen em sentido verdadeiro, você é realmente Buda. Às vezes, nós a chamamos de árvore, outras vezes nós a chamamos de Buda. "Buda", "árvore" ou "você" são os muitos nomes de um Buda.
(Shunryu, Suzuki. Nem sempre é assim. Religare)

sábado, 13 de novembro de 2010

Mente comum, mente Buda

Buda, em seu sentido verdadeiro, não é diferente da mente comum. E mente comum, cotidiana, não é algo à parte do que é sagrado. Esta é uma compreensão completa do nosso eu. Ao praticarmos o zazen, com esse entendimento, praticamos o verdadeiro zazen. Não nos incomodaremos com nada. Tudo o que você ouvir, tudo o que você ver, tudo estará certo. Se você continuar praticando, alcançará essa compreensão e esse sentimento de um modo natural. Não será somente uma compreensão intelectual. Você terá o sentimento real.
(Shunryu Suzuki. Nem sempre é assim. Religare)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Impermanência

Se colhemos flores do nosso jardim para enfeitar o altar é porque conhecemos a beleza daquelas flores. Tudo o que podemos dizer é: "Embora estas flores sejam belas, sua beleza é frágil. Quando, em alguns dias, estas flores perecerem, sua beleza perecerá com elas. "Nós compreendemos isso bem, e quando as flores murcharem, não sofreremos nem ficaremos tristes. Pelo fato de vermos a natureza impermanente das flores, podemos apreciar ainda mais a beleza de cada flor. Observar a impermanência das coisas não significa rejeitá-las, mas estar em contato com elas com profunda compreensão e sem ser apanhado por desejo e apego.
(Tchich Nhat Hanh. Transformação e cura. Bodigaya)

sábado, 6 de novembro de 2010

A arte de morrer a cada momento

É necessário morrer a cada dia, morrer a cada minuto, para todas as coisas, para o ontem e para o momento que acabou de passar! Sem morte não há renovação, sem morte não há criação.
Krishnamurti

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O sol e mente atenta

A mente atenta é como uma lâmpada iluminando-nos por dentro. Tão logo a lâmpada seja trazida para dentro da sala escura, a sala muda. Quando o sol se ergue, sua luz brilha por sobre as plantas a fim de que elas mudem, cresçam e se desenvolvam. A luz do sol parece não estar fazendo coisa alguma, porém, na verdade, ela está fazendo muito. Sob a influência do sol, as plantas produzem clorofila e se tornam verdejantes. É graça ao crescimento das plantas que as espécies animais obtêm o que  necessitam para sobreviver. Se o sol brilha sobre o botão, a flor se abre. Quando a luz do sol penetra o botão de uma flor, seus fótons o transformam, e o botão se abre. A nossa mente atenta tem a mesma função que a luz do sol. Se fizermos brilhar a luz da plena consciência, de modo estável, sobre o nosso estado mental, esse estado irá se transformar em algo melhor.
(Thich Nhat Hanh. Transformação e cura. Bodigaya)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mente atenta

Paz, alegria e felicidade são, acima de tudo, a consciência de que nós somos dotados de todas as condições para sermos felizes. Assim, a mente atenta é um ingrediente básico da felicidade. Se você não sabe se é feliz, isso significa que você não é feliz. A maior parte de nós só lembra que não estar acometido de uma terrível dor de dente é felicidade no exato momento em que é acometido de uma terrível dor de dente. Não estamos cônscios da alegria de nossa "não-dor-de-dente", pois não praticamos mente atenta.
Quando nasce uma sensação em nós, sabemos que ela nasceu. Enquanto ela perdurar, sabemos que ela continua presente. Olhamos para seu interior com mente atenta a fim de sermos capazes de reconhecer sua natureza - agradável, desagradável, neutra; suas raízes - física, fisiológica ou psicológica; e seus frutos - fisiológicos, psicológicos ou sociais. Podemos usar a respiração consciente para nos auxiliar na construção deste trabalho de observação com a mente atenta.
(Thich Nhat Hanh. Transformação e cura. Bodigaya)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Canção de Meditação, de Hakuin

Todos os seres são Buda desde o início
É como o gelo e a água
Sem água não existe gelo.
Seres sensíveis exteriores, onde buscamos o Buda?
Não sabendo quão perto está a verdade,
As pessoas a buscam em lugares distantes...
Eles são como aquele que no meio da água,
Sedento, grita implorando por ela.
(Tradução Suzuki. Alan Watts. O espírito do Zen. L&PM)

domingo, 31 de outubro de 2010

Há pouco tempo o Dalai Lama estava com um grupo de monges e pediu a uma das monjas, que é uma monja do Havaí (que eu até cheguei a conhecer há alguns anos atrás), discípula dele, que conduzisse a meditação. Todos se sentaram e ela começou a meditação de forma inusitada.
- Vamos supor que todas as imagens de Buda fossem femininas, vamos supor que o Dalai Lama fosse uma mulher, vamos supor que quem fizesse a recepção e servisse chá fossem os homens, os monges, vamos supor que as mulheres todas tivessem acesso aos níveis superiores de educação e de ensinamento, e que os monges não...
No final o Dalai Lama chorou:
- Perdão, nunca havia pensado nisso... Nunca havia percebido que nós discriminamos. Eu me comprometo a transformar isso, a mudar.

(Monja Coen http://www.monjacoen.com.br/textos-budistas/textos-da-monja-coen/149-meu-nome-e-coen


Dilma, a primeira Presidenta do Brasil.

Espiritualidade Zen

O Zen não confunde espiritualidade com pensar em Deus enquanto se está descascando batatas. Espiritualidade zen é apenas descascar as batatas.
Alan Watts

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Haikai

O tempo, como o sol,
não tem frente nem verso
O dia não é mais que a noite iluminada
A noite não é mais que o dia sombreado
Estrelas mortas iluminam o céu

Jisho Handa

domingo, 24 de outubro de 2010

Oração

Aprendi com a simpática mineira Carla, que participou do Zazenkai em Lomba, e passo adiante:

Quando comemos e bebemos
rezamos juntos com todos os seres.
Comer é alegria no Zen
para ficarmos cheios de felicidade no Dharma.


Kinhin - Meditação caminhando em Lomba

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ser mestre


Ser mestre, ser mestra é libertar pessoas.
É fazer com que cada ser encontre sua plenitude.
É o fazer sem o fazer...apresentar, criar condições e percepções mais amplas.  Sem medo, pois tudo e todos estão interligados, interconectados.
Ser mestre não é ter uma cadeira especial e uma reverência formal.
É, sem esperar nada em troca, fazer o bem.
Fazer o bem a todos os seres.
Monja Coen

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Programação Zazenkai - Lomba Grande em 23/10/2010

7h30min – Chegada e Orientações
8h – Zazen (meditação sentada) 25’ 10’ 25’
9h – Tchôca (cerimônia da manhã)
9h20min – Chá e café
9h30min - Samu (trabalho em comunidade)
10h – Oficina sobre a prática do Orioky (Cerimônia do Almoço)
10h30min – Zazen (30')
11h  – Estudo do Darma (apostila do curso de preceitos)
11h45min – Cerimônia do meio-dia
12h  – Almoço formal
13h  – Intervalo para descanso
14h  – Estudo do Darma – OS SELOS DO DARMA.
15h – Zazen e Kinhin no pátio. 20’ 20’ 20’
16h – Roda do Darma
16h45min  – Cerimônia de Encerramento.

INFORMAÇÕES: 91338990 (monjakokai@gmail.com)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Nada a encontrar

Mesmo que procure, não existe.
Não há nada a fazer, nada a encontrar
A não ser aquecer-me sozinho.
Queimo meu corpo
Faço luz em volta de mim.
Jukichi Yagi
http://silenciozen.blogspot.com/

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A vida como ela é

Não sigamos o passado
Não nos perdamos no futuro
O passado não existe
O futuro ainda não chegou.
Observando profundamente a vida como ela é
aqui e agora, o praticante permanece
equilibrado e livre.
Devemos ser diligentes a todo instante.
Esperar até amanhã pode ser muito tarde.
A morte chega inesperadamente.
Como podemos barganhar com ela?
O sábio chama a pessoa que consegue
viver em plena atenção noite e dia
de "aquele que sabe
a melhor maneira  de viver sozinho".
(Palavras de Buda, adaptado do Bhadderkaratta Sutta
trad. inglesa de Tchich Nhat Hahn. Ensinamentos de Buda. Rocco)

domingo, 10 de outubro de 2010

Boas causas, bons resultados

Se você plantar sementes de feijões, colherá feijões. Se você plantar ervilhas, colherá ervilhas. Jamais colherá feijões se plantar sementes de ervilhas. Ervilhas nunca vêm de feijões. O ensinamento do budismo é muito simples e nada tem de especial. Tudo acontece através do processo natural. Se você tiver uma boa causa, terá um bom resultado; uma causa má, um mau resultado. Tudo vem da nossa mente.
(Mestre Zen Seung Sahn. A bússola do Zen. Bodigaya)

sábado, 9 de outubro de 2010

John Lennon - 70 anos


Hoje John Lennon faria 70 anos.
Minha homenagem a ele.

IMAGINE
Imagine que não há paraíso

É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia
você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo, então, será como um só

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eleições

Votemos em políticos que, de fato, pensem em contribuir para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro.
Bom voto a todos!

sábado, 25 de setembro de 2010

Kitty, a gatinha globe trotter

Kitty au Salvador from TURNOFTHEWORLD on Vimeo.


Kitty au Salvador from TURNOFTHEWORLD on Vimeo.

Encontrei no blog da Sonia Hirsch, Deixa Sair, algumas fotos da gatinha mochileira Kitty. Ela pertence a Laetitia e Guillaume, um casal de franceses que faz uma jornada a pé de Miami a Ushuaia, no sul da Argentina. O gatinha era minúscula quando eles a encontraram, numa estrada da Lousiania. Adotada sem mais delongas, Kitty cresceu on the road. O site em que se encontram os vídeos e maiores informações sobre a viagem do casal francês com sua mimosa gatinha Kitty: http://www.turnoftheworld.com/.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Um eu eterno e absoluto?

Os budistas rejeitam a noção de um princípio eterno e imutável, e, além disso, argumentam que a concepção do eu como possuindo tais características é um constructo completamente metafísico, uma fabricação mental. Embora todos os serem tenham um senso inato de eu, o conceito de um eu eterno, imutável, unitário e autônomo está presente apenas na mente daqueles que pensaram no assunto. Entretanto, depois de sua própria investigação crítica, os budistas concluíram que o eu pode ser entendido apenas como um fenômeno dependente dos agregados físicos e metais.
Somada à negação do conceito de um eu eterno e absoluto, os budistas também negam o senso ingênuo de um eu como mestre do corpo e da mente. Visto que os budistas alegam que não se pode encontrar qualquer eu além dos componentes físicos e mentais, isso exclui a possibilidade de um agente independente que os controle. Do ponto de vista budista, a concepção não-budista do eu como um princípio eterno e absoluto reforça o instinto equivocado de se acreditar em um eu que controla nosso corpo e mente. Assim, todas as escolas budistas clássicas rejeitam o conceito de um princípio substancialmente real e eterno chamado "eu".
(Dalai Lama. A essência do Sutra do Coração. Gaia)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A utilidade do negativo

A não-dualidade é a principal característica do ensinamento e da prática budista. No momento em que você conhece esssa forma de prática, já se torna mais pacífico. Consegue aceitar o sofrimento e as energias de um modo muito mais brando. No budismo aprendemos que a utilidade do negativo é construir o positivo. É como o lixo. Se você souber como cuidar do lixo, conseguirá obter flores e vegetais. O lixo pode ser transformado em um composto essencial às flores e aos vegetais. Assim, você aceita tudo que existe em você.
(Tchich Nhat Hahn. Jesus e Buda: irmãos. Bertrand Brasil)

domingo, 12 de setembro de 2010

Como está sua mente neste exato momento?

Assim como um raio que vai de um ponto a outro numa trajetória reta, o modo como você mantém sua mente neste exato momento faz a sua vida inteira. Muitas pessoas só fazem seguir seus próprios pensamentos, desejos, raiva e ignorância. E, assim, só obtém sofrimento a cada situação vivida. Todavia, se você acordar agora, encontrará a felicidade. O que você prefere? Também dizemos que esse "despertar" é prestar plena atenção. O Buda chamou isso de a Correta Mente Atenta.
(Mestre Zen Seung Sahn. A bússola do Zen. Bodigaya)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Zen

Quando você se torna você, o Zen torna-se Zen. Quando você é você, vê as coisas como elas são e se torna um com tudo que o cerca.
(Shunryu Suzuki. Mente Zen, Mente de Principiante. Palas Athena)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O que é nossa mente?

Querer entender o reino dos Budas significa querer entender o seu verdadeiro eu. "O que sou?". Isso é assim, porque a mente é o Buda, e o Buda é a mente. Quando você compreende completamente a sua própria mente, compreende a mente de todos os Budas e de todos os grandes professores. É a mesma mente. Podemos entender esse discurso intelectualmente, mas não entendemos o que, na verdade, ele quer dizer. As pessoas sempre gostam de falar sobre a mente, a mente, a mente, a mente, a mente. Mas o que é nossa mente? Que tamanho tem? De que cor é? Ela é dura ou mole? Redonda ou quadrada? É verde, amarela ou azul? Nós não entendemos essa coisa que usamos a todo momento, todos os dias. Entendemos apenas esta palavra, este nome: mente. E, a despeito das centenas de milhares de livros de filosofia, nós ainda não sabemos, com certeza, onde está a mente! Ela está aqui, ou no meu braço, na minha barriga - onde está minha mente? O que a faz ficar e para onde ela irá? Será que temos mesmo uma mente, ou, na verdade, não temos mente nenhuma? O que é isso? Se você se fizer esta pergunta, muito profundamente, a única coisa que poderá responder é não sei...
[...]
Quando não entende o seu verdadeiro eu, você não entende nada, apenas fica preso no reino provisório dos nomes e formas. E, sendo assim, você não consegue responder.
(Mestre Zen Seung Sahn. A bússola do Zen. Bodigaya)

sábado, 28 de agosto de 2010

Tudo coexiste

Tudo já é verdade, portanto, tudo coexiste desobstruidamente. Por exemplo, aqui está o espaço. As nuvens estão constantemente indo e vindo. Vem a chuva, vai-se a chuva. Trovoadas vem e vão. O vento vem e vai, vem e vai, vem e vai. As tempestades aparecem e desaparecem a toda hora. Embora todas essas coisas venham e passem incessantemente no espaço, ele mesmo não é, em absoluto, afetado por elas, porque espaço é completa vacuidade. Nuvem, chuva, vento, sol, noite, dia, não obstruem uns aos outros. Sua mente é exatamente assim. Se você praticar meditação com muita determinação, conseguirá compreender integralmente a vacuidade fundamental deste universo. Assim, quando os sentimentos vierem e se forem, e os pensamentos vierem e se forem, e situações boas vierem e se forem, e as situações ruins aparecerem e desaparecerem, nada pode obstruir você absolutamente. Tudo é vazio! Quando a felicidade aparecer, você pode usá-la pelos demais seres. Quando o sofrimento aparecer, você pode usá-lo para ajudar outros seres. Você pode usar situações boas e ruins, experiências boas e más, apenas para ajudar todos os seres a saírem do sofrimento, pois todas essas "coisas" são completamente vazias, e essa vacuidade é a nossa natureza compassiva natural.
Você sabe, por experiência própria, que quando gruda algo em sua mente, você sempre acaba sofrendo. Mas, se você não guardar qualquer coisa vazia que aparece e desaparece na sua mente, então nenhum sentimento, nenhum pensamento, nenhuma situação, nenhum problema conseguirá tocá-lo.  Seu pensamento é verdade. Sua felicidade é verdade; sua tristeza é verdade. Uma situação ruim é verdade. Uma boa situação na sua vida é também verdade. Tudo é a mesma vacuidade e, portanto, tudo é verdade, exatamente assim como é. O que não é verdade? Você conseguiria achar outra coisa? Por favor, mestre-a para mim!
(Mestre Zen Seung Sahn. A bússola do Zen. Bodigaya)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Caminho

Os seguidores do Caminho, o Dharma de Buda, não necessitam de instrução especializada. Seja simplesmente você mesmo, sem buscar mais nada, usando mantos ou comendo... Se você dominar a situação na qual está, onde quer que esteja, tudo se torna verdadeiro, você não é mais manobrado pelas circunstânias.(Lin-Chi)
(D.Scott e T. Doubleday. O livro de ouro do Zen. Ediouro)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O que é Tao?

Se perguntarmos a um mestre zen "O que é o Tao?", ele responderá imediatamente: "Caminhe!", pois nós só podemos compreender a vida quando mantemos o nosso passo com ela, através de uma completa afirmação e aceitação das suas infindáveis mudanças e de suas mágicas transformações. Com essa aceitação, o discípulo zen fica imbuído de um grande senso de admiração, pois todas as coisas estão constantemente se modificando.
O início do universo é agora, pois todas as coisas estão sendo criadas neste momento; e o fim do universo é agora, pois todas as coisas estão desaparecendo neste momento.
(Alan Watts. O espírito do Zen. L&PM)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Atingindo completamente o alvo

Seguir completamente o buda significa não ter velhos pontos de vista. Atingir o alvo completamente significa não ter nenhum novo ninho no qual se instalar.
(Gakudo Yojin-Shu. A lua numa gota de orvalho.Siciliano)

sábado, 14 de agosto de 2010

O Zen

Quando sua vida é parte de seu meio ambiente - em outras palavras, quando você volta a si mesmo, ao momento presente - então não há problemas. Quando você começa a divagar em torno de uma ilusão que está fora de você mesmo, então o ambiente a sua volta deixa de ser real e também a sua mente. Quando você se deixa levar pela ilusão, a realidade que o cerca também se torna ilusória, vaga, nebulosa. Uma vez que você se deixa levar pela ilusão, esta não terá mais fim. Você se enredará em ideias ilusórias, uma após a outra. A maior parte das pessoas vive imersa em ilusão, enredada em seus problemas, tentando resolvê-los. Mas basta estar vivo para que haja problemas. E a maneira de resolvê-los é tornar-se parte deles, ser um com eles.
[...]
"Quando é noite, a aurora vem vindo". Quer dizer, não existe interrupção entre a noite e a aurora.  O outono chega antes que o verão termine. Assim é que devemos entender nossa vida. Devemos praticar com esse entendimento e resolver nossos problemas dessa maneira.
(Shunryu Suzuki. Mente Zen, Mente de Principiante. Palas Athena)


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Monja Coen - minha Mestre

Zen Budismo: prática na vida pessoal e coletiva


Palestra da Monja Coen sensei - "Zen Budismo: prática na vida pessoal e coletiva", proferida durante o evento "Budismo no mundo contemporâneo", no CEBB Caminho do Meio, Viamão - RS, no dia 04 de fevereiro de 2008.
Gravado por Melissa Flores.

Mente de principiante

"Há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito" (Suzuki, Shunryu).