quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ondas Mentais

Uma vez que desfrutamos de todos os aspectos da vida como um desdobramento da mente grande, não precisamos ir em busca de uma alegria excessiva. Assim, nossa serenidade é imperturbável.
(Shunryu Suzuki. Mente Zen, Mente de Principiante. Palas Athena)


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Minhas irmãs, as plantas

No meu prato que mistura de Natureza!
As minhas irmãs as plantas,
As companheiras das fontes, as santas
A quem ninguém reza...

E cortam-nas e vêm a nossa mesa
E nos hotéis os hóspedes ruidosos,
Que chegam com correias tendo mantas
Pedem "Salada", descuidosos...,
Sem pensar que exigem à Terra-Mãe
A sua frescura e os seus filhos primeiros,
As primeiras coisas vivas e irisantes
Que Noé viu
Quando as águas desceram e o cimo dos montes
Verde e alagado surgiu
E no ar por onde a pomba apareceu
O arco-íris se esbateu...
(Fernando Pessoa /Alberto Caiero. Ficções de Interlúdio. Nova Fronteira)


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Acordando

Ao acordar de manhã, sorrio.
Vinte e quatro horas novinhas em folha estão diante de mim.
Me comprometo a viver plenamente cada momento
e a olhar todos os seres com olhos de compaixão.
(Thich Nhat Hanh. Momento Presente, Momento Maravilhoso. Sextante)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Seguindo a respiração

Inspirando, sei que estou inspirando.
Expirando, eu sei que
à medida que a inspiração fica mais profunda
a expiração torna-se mais lenta.
Inspirar me acalma.
Expirar me deixa à vontade.
Com a inspiração, sorrio.
Com a expiração, relaxo.
Inspirando, só existe o momento presente.
Expirando, sei que é um momento maravilhoso.
(Thich Nhat Hanh. Momento Presente, Momento Maravilhosos. Sextante)

sábado, 12 de junho de 2010

Buda

O Buda voltado para o Sol é bom; o Buda voltado para a Lua é bom. Qualquer que seja, é bom; todas as coisas são Buda. E, até mesmo, não há Buda algum.
(Shunryu Suzuki. Nem sempre é assim. Religare.)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O vazio

Todas as descrições da realidade são expressões limitadas do mundo do vazio. Contudo, ligamo-nos às descrições e pensamos que são a realidade. Isso é um engano, pois o que é descrito não é a realidade verdadeira e quando você acredita que é a realidade, sua própria ideia está presente. Essa ideia é o eu.
(Shunryu Suzuki. Nem sempre é assim. Religare.)

domingo, 6 de junho de 2010

Esvaziar a xícara


Uma xícara de Chá

Nan-In, um mestre japonês durante a era Meiji (1868-1912), recebeu um professor de universidade, que veio lhe inquirir sobre Zen. Este iniciou um longo discurso intelectual sobre suas dúvidas.
Nan-In, enquanto isso, servia o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.
O professor, vendo o excesso se derramando, não pôde mais se conter e disse:
"Está muito cheio! Não cabe mais chá!"
"Como esta xícara," Nan-in disse, "você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como eu posso lhe demonstrar o Zen sem que você primeiro esvazie sua xícara?"
(http://zhongdao.com.br/sutras/index.php?id=5&tipo=zen)

sábado, 5 de junho de 2010

Mente de principiante

"Há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito" (Suzuki, Shunryu).