domingo, 27 de fevereiro de 2011

Nehan Sesshin - Vila Zen - Viamão

Sem a presença de Moriyama Roshi, que, por problemas de saúde, não pôde vir ao Brasil. Orientação de Monge Dengaku e, da mesma forma, intenso. Gasshô.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tentar compreender o Zen

Na verdade, tanto no Zen como na vida não há nada a que possamos nos agarrar e dizer: "É isto. Entendi". Portanto, cada livro a respeito do Zen é como uma história de mistério onde falta o último capítulo. Há sempre algo que escapa à definição, que nunca poderá ser expresso em palavras, e, quanto mais firme tentamos segurar, está sempre um passo a nossa frente. E isso é devido ao fato de a descrição e a definição serem a morte, e a verdade do Zen não pode ser morta, assim como não podemos matar um dragão com múltiplas cabeças porque, no antigo mito, uma outra cabeça cresce no momento em que cortamos uma delas. Pois o Zen é a vida. Tentar compreender o Zen é como tentar compreender a nossa própria sombra, e todo o tempo estaremos correndo para longe do sol. Quando por fim compreendemos que nossa sombra nunca poderá ser capturada, há uma súbita reviravolta, um relâmpago de Satori e, na luz do sol, o dualismo do eu e sua sombra desaparecem. Então o homem percebe que o que ele estava tentando captar era apenas a imagem irreal do seu verdadeiro eu, ou aquilo que sempre foi, é e será. Por fim, ele alcançou a iluminação.
(Alan Wats. O espírito do Zen. L&PM).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A boa estação

Centenas de flores na primavera;
A lua no outono;
Uma brisa fria no verão;
e neve no inverno.
Se não existe nenhuma nuvem inútil na sua mente,
você está na boa estação.
(Mumon. In: O livro de ouro do Zen)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Simplesmente

Para os galos do quintal
a noite não tem mistérios
cantam para despertar o dia.


Fonte: http://valedaspalavras.blogspot.com/2010_08_01_archive.html

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mariko Mori - ciência, tecnologia, espititualidade e poesia

Mariko Mori inspira-se no conceito budista de que todas as coisas do universo estão conectadas. Seu trabalho contempla mundos fantásticos e seres espetaculares em fotografias e vídeos que parecem surpreendentemente reais. “Tento fazer de meu trabalho uma espécie de oferta”, disse a artista. A arte de Mori recontextualiza figuras do passado, mesclando temas aparentemente opostos como religião e ciência, natureza e cultura, passado e futuro. Poesia e estética revolucionando aspectos do pensamento cultural, moderno e globalizado.




http://paginacultural.com.br/artes/mariko-mori-no-brasil/

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DUKKHA - Primeira Nobre Verdade

A vida é insatisfatória. O prazer no mundo físico é passageiro. Disso inevitavelmente vem a dor. Portanto, nada que possamos experimentar é totalmente satisfatório. Não há um local de descanso em meio a mudança constante.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quando o Verão me passa pela cara...

Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...

Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia de perceber?

Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu sinta,
Assim, porque o sinto, é que é meu dever senti-lo...
(Fernando Pessoa/Alberto Caiero. Ficções do Intelúdio/1. Nova Fronteira)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Impermanência

Impermanência é verdadeiramente a realidade perante nossos olhos. Não necessitamos esperar pelo ensinamento de outros, provar que alguma passagem da escritura ou através de algum princípio. Nasceu de manhã, morreu de tarde, a pessoa que vimos ontem já não está mais aqui hoje - esses são os fatos que vemos com nossos olhos e ouvimos com nossos ouvidos. Isto é o que vemos e ouvimos a respeito de outros. Aplicando isso aos nossos corpos, e pensando na realidade das coisas, embora esperemos viver sententa ou oitenta anos, morremos quando temos de morrer.
(Zengi Dogen in Scott & Doubleday. O livro de ouro do Zen. Ediouro)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Itacaré, Bahia. Beleza pura!

Minha filha e eu passamos férias em Itacaré, Bahia. Lugar maravilhoso! Belas paisagens, águas mornas, povo simples. Muitos estrangeiros, especialmente franceses.
Como há lugares lindos no mundo!
Viva a Bahia!

Mente de principiante

"Há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito" (Suzuki, Shunryu).